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	<title>Ingresia</title>
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	<description>Um blog d'O Pensador Selvagem &#124; in moto perpetuo, produzindo inconscientes</description>
	<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 17:15:26 +0000</pubDate>
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		<title>Ninguém Segura o Almeidinha</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 12:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O ponteiro do relógio marcava exatamente 31 minutos e 28 segundos da etapa complementar quando senti a casa feder a homem. Que disgrama mau cheirosa foi aquela? O jogo numa murrinha da zorra e o fidumasanta do Simon decide empestear ainda mais o sagrado ambiente, inventando a porra de um penalti.
Putaquepariu a mulher do padre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ponteiro do relógio marcava exatamente 31 minutos e 28 segundos da etapa complementar quando senti a casa feder a homem. Que disgrama mau cheirosa foi aquela? O jogo numa murrinha da zorra e o fidumasanta do Simon decide empestear ainda mais o sagrado ambiente, inventando a porra de um penalti.</p>
<p>Putaquepariu a mulher do padre e do Santo André!</p>
<p>Para acabar de completar a chibança, o presepeiro do Marcelinho Carioca começa a pentear a criança naquele ritual macabro que normalmente termina com a bola balançando as redes.  Além de tudo isso, enfrentávamos uma equipe que ainda não havia sido derrotada fora de casa. Botem mais umas duas pitadas de superstição e percebam o tamanho do vendaval assombroso e fedorento que rondava o Santuário naquele instante.</p>
<p>Aliás, não só naquele momento. A bem da verdade, o fudum fantasmagórico teve início bem antes, ainda no primeiro tempo. Nem bem a bola começou a rolar, rolar, vírgula, pular (como está ordinário meu gramado, meu Deus!) e umas injúrias humanas já ensaiavam críticas à equipe, numa clara tentativa de enojar meu baba&#8230;</p>
<p>Mas, deixemos estas carniças no lugar que eles merecem – o esquecimento – e retomemos ao momento fatal, aquele em que  o ponteiro do relógio marcava aqueles 31 minutos e 28 segundos da etapa complementar e a casa começava a feder a homem. Pois muito bem. para combater tão forte adversário e tanto mau cheiro só com reza muito forte.</p>
<p>E foi exatamente neste instante que levei as mãos aos céus e apelei ao menino Almeidinha -  o velho e bom Sobrenatural de Almeida que tem acompanhado o Rubro-Negro nesta caminhada rumo ao título. Ao ouvir minhas angustiadas orações, ele não decepcionou e largou a seguinte.</p>
<p>“<em>Sêo França (sim, ele já me chama de Sêo França porque estreitamos a amizade nesta competição), fique tranquilo. Já fiz até o grande Robgol perder penalti contra nosso Vitória quanto mais um sacana deste tamanh&#8230;”.</em></p>
<p>Nem bem ele terminou a frase e o xibungo do Marcelinho chutou a bola em direção ao gol. A menina tinha endereço certo. Porém, na hora em que ia entrar, o pé de Almeidinha desviou a trajetória, fazendo-a bater de frente com a trave. </p>
<p>Ô, grória!</p>
<p>Logo em seguida, depois da graça alcançada, decidi dar um descanso ao bom Almeidinha e dirigi minhas preces a outros santos, mais especificamente os <a href="http://victoriaquaeseratamen.wordpress.com/2009/05/10/" target="_blank">SANTOS DE CASA </a>que não se cansam de fazer milagres neste campeonato. E eles não me decepcionaram. Menos de cinco minutos depois, Leandro Domingues cruza e Uelliton manda para o filó.  </p>
<p>Ô, grória das grórias.</p>
<p>No final do jogo, Roger, brocando mais duas vezes, colaborou para espantar do Santuário os maus odores e os malditos que vão ao Parque Sócio-Ambiental apenas para atrapalhar minhas preces e orientações.</p>
<p>O que estes sacanas não conseguirão nunca é silenciar a população do Norte e Nordeste de Amaralina que varou a madrugada entoando o inolvidável refrão que emociona até os mais céticos.</p>
<p><strong>UMBORA ALMEIDINHA, CARAJO!</strong></p>
<p><strong></strong><br />
<strong>P.S</strong> No próximo sábado, este religoso locutor estará na capital carioca orientando o Rubro-Negro rumo ao primeiro título nacional de uma equipe do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.</p>
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		<title>O maior passo da humanidade*</title>
		<link>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/25/o-maior-passo-da-humanidade/</link>
		<comments>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/25/o-maior-passo-da-humanidade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 22:59:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca houve um passo como moonwalk, nunca houve mais linda invasão à lua dos doidos varridos.
Por Xico Sá
Nascimento do Passo, gênio das 70 e tantas mungangas do frevo, que me desculpe; os velhos e bons b-boys, idem ibidem; os mestres dos baques solto e virado que me perdoem; Elvis, pomba-gira da pele branca, negocie; Fred Astaire, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca houve um passo como moonwalk, nunca houve mais linda invasão à lua dos doidos varridos.</p>
<p><strong>Por Xico Sá</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">Nascimento do Passo, gênio das 70 e tantas mungangas do frevo, que me desculpe; os velhos e bons b-boys, idem ibidem; os mestres dos baques solto e virado que me perdoem; Elvis, pomba-gira da pele branca, negocie; Fred Astaire, nego, não se revire no desenho pontilhado dos seus respeitáveis sete palmos; funkadelics forever, Chicago e Belém com as suas aparelhagens, samba, samba, samba, candomblé, os deuses que dançam, a todos o meu respeito e o sangue sem mertiolate dos meus joelhos&#8230;<br />
Mas, na boa, o maior passo da humanidade se deu quando o primeiro negro pisou na lua: salve Michael Jackson, um, dois, espírito a três passos do chão, me encoxe, wanna take you on a moonwalk&#8230;<br />
Ele vai pagar a vida inteira por ter sido maior que Armstrong e sua gangue, por ter fincado a bandeira da sua tara acima de todos os musicais de todas as tendências&#8230; Wanna take you on a magic carpet ride…<br />
Salve os bois bumbás, os tchans, o samba duro, as lias de itamaracás, a ciência sob o calçamento do Mangue, a fulerage, a macumba da japonega, mas, peraí, ninguém levitou tão bonito quanto esse rapaz!<br />
Forever my love, you’ll be mine. A lua, esse conhaque, o passo da humanidade, comovido com alma perra e carapuça de jabá-pop à vera.<br />
Eu sei, ele perdeu o nariz original como o carinha do barbeiro de Gogol, mas pouco importa, não o diminui como o primeiro negro a pisar a areia movediça da lua.<br />
A América nunca vai perdoar o seu primeiro negro mais leve que as folhas das folhas da relva, coitada d’América&#8230;<br />
Ninguém, nem o mais mungangueiro dos artistas populares, nem os comedores de vidros, ninguém sob a lona do nosso Soleil, ninguém no farol, ninguém no sinal&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">Nunca houve um passo tão lindo, ajoelhe e reze sr. Balé clássico, bata palmas, morra<br />
de inveja, gaste a arrogância das sapatilhas&#8230;<br />
Nunca houve um passo como moonwalk, nunca houve mais linda invasão à lua dos doidos varridos, Michael Jackson nunca caiu nesse agá minúsculo, pra enganar moça, ora direis, de pisar nos astros distraído.<br />
Ele andou palmos acima, seu mar vermelho, tábuas sagradas, Moisés da hora, por entre as nuvens do auto-engano, por entre os dez mandamentos, a terra é azul&#8230;.<br />
e ele, marcha à ré, se move.<br />
Estátua.<br />
Stop.<br />
Parou ele ou parou o pop?</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">*Crônica publicada em 17 de outubro de 2004 no brioso <a href="www.carapuceiro.zip.net" target="_blank">Carapuceiro </a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Em louvor a São João</title>
		<link>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/24/em-louvor-a-sao-joao/</link>
		<comments>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/24/em-louvor-a-sao-joao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 17:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[No altar dos santos juninos, indubitavelmente (recebam) São João merece um lugar de especial destaque. Confiram.
 
 
 

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No altar dos santos juninos, indubitavelmente (recebam) <a href="http://ingresia.opsblog.org/2008/08/28/vem-joao-salvador-espera-por-voce/" target="_blank">São João</a> merece um lugar de especial destaque. Confiram.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=g3X1p9Qu2kg&amp;feature=related"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g3X1p9Qu2kg&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=&amp;showsearch=0&amp;feature=related"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/g3X1p9Qu2kg&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=&amp;showsearch=0&amp;feature=related" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></a></p>
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		<title>Um fado para uma santa</title>
		<link>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/19/um-fado-para-uma-santa/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 03:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Aceito que me acusem de quase tudo, pois devo ter uns três ou nove defeitos, mas há uma imputação que repilo (Dirceu, José; 2005) de forma veemente: a de que não respeito as tradições. Isto, nécaras.
É óbvio que não chego a ser um José Ramos Tinhorão, que deus o tenha, porém acho que a esculhambação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aceito que me acusem de quase tudo, pois devo ter uns três ou nove defeitos, mas há uma imputação que repilo (Dirceu, José; 2005) de forma veemente: a de que não respeito as tradições. Isto, nécaras.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify">É óbvio que não chego a ser um José Ramos Tinhorão, que deus o tenha, porém acho que a esculhambação deve ter um freio e é obrigação preservar nossa cultura.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify">E qual é nossa cultura neste mês de junho? Ora, entoar cantigas em louvor aos santos. Então, seguindo esta estratégia religiosa-musical, renderei homenagem a uma santa. Mas, não uma santa qualquer. Minha formação comunista ortodoxa impele-me a postar-me do lado dos oprimidos. Por isso defenderei uma santa deserdada.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify">Aliás, se eu fosse um pouco mais cretino do que de costume pegaria este embalo e desenvolveria agora uma abalizada análise comparativa entre as dores do fado e de minha santa querida. Falaria de plangência e outras mumunhas. Porém, sigo sempre o conselho de minha finada mãe: “Meu filho, até a fraude deve ter limite”.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify">Assim, apenas levanto minha voz em defesa da Geni do Panteão, aquela que mais sofreu injúrias e difamações, a menina Maria Madalena. Na verdade, a voz que se alevanta não é minha - e sim a da fadista Lucília do Carmo. Portanto, encerro esta rápida prosopopéia e entrego o microfone a quem de direito. Ouçam.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify">A letra abaixo foi retirada <a href="http://fadosdofado.blogspot.com/2008/06/maria-madalena.html" target="_blank">DESTE BLOG </a> por indicação da <a href="http://www.myspace.com/luizammeira" target="_blank">menina Luiza</a>.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="justify"> </p>
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<h3 class="western"><a href="http://fadosdofado.blogspot.com/2008/06/maria-madalena.html" target="_blank">Maria Madalena</a></h3>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm"><strong><span style="font-family: verdana"><span style="font-size: x-small">Mote de: Augusto Gil / Glosa de: Gabriel D&#8217;Oliveira /Popular *fado das horas*</span></span></strong><strong><span style="font-size: x-small"> </span></strong><span style="font-size: x-small"><br />
</span><strong></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm"><strong><span style="color: #ff0000"><span style="font-family: verdana"><span style="font-size: x-small">Repertório de Lucília do Carmo</span></span></span></strong><strong><span style="font-family: verdana"><span style="font-size: x-small"><br />
</span></span></strong><span style="font-family: verdana"><span style="font-size: x-small"><br />
</span></span><strong><span style="color: #ff0000"><span style="font-family: verdana">Quem por amor se perdeu<br />
Não chore, não tenha pena<br />
Uma das santas do céu<br />
Foi Maria Madalena<br />
</span></span></strong><strong><span style="font-family: verdana"><br />
Desse amor que nos encanta / Até Cristo padeceu<br />
Para poder tornar santa / </span></strong><strong><span style="color: #ff0000"><span style="font-family: verdana">Quem por amor se perdeu</span></span></strong></p>
<div class="western" style="margin-bottom: 0cm"><strong></strong></div>
<p><strong><span style="font-family: verdana"></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm"><strong></strong></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana"><strong></strong></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana"><strong><span style="font-family: verdana">Jesus só nos quis mostrar / Que o amor não se condena<br />
Por isso, quem sabe amar /</span></strong></span></strong><strong><span style="font-family: verdana"><strong><span style="font-family: verdana"><strong><span style="font-family: verdana"><strong><span style="font-family: verdana"> </span></strong></span></strong></span></strong></span></strong><strong><span style="color: #ff0000"><span style="font-family: verdana">Não chore, não tenha pena<br />
</span></span></strong><strong><span style="font-family: verdana"><br />
A Virgem Nossa Senhora / Quando o amor conheceu<br />
Fez da maior pecadora / </span></strong><strong><span style="color: #ff0000"><span style="font-family: verdana">Uma das santas do céu</span></span></strong></p>
<div><strong></strong></div>
<p><strong><span style="font-family: verdana"> </p>
<p></span></strong></span></strong><strong><span style="font-family: verdana"></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm"><strong></strong></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana"><strong><span style="font-family: verdana">E de tanta que pecou / Da maior à mais pequena<br />
Aquela que mais amou / </span></strong></span></strong><strong><span style="color: #ff0000"><span style="font-family: verdana">Foi Maria Madalena</span></span></strong> <!--EndFragment--></p>
<p><strong><span style="font-family: verdana"> </p>
<p></span></strong></span></strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=jULmsCAhyTI"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jULmsCAhyTI&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=&amp;showsearch=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/jULmsCAhyTI&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=&amp;showsearch=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></a></p>
<p> </p>
<p> </p></div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p><a href="http://fadosdofado.blogspot.com/2008/06/maria-madalena.html"></a></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Música, Maestro</title>
		<link>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/15/musica-maestro/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 01:01:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes, eu até tento ser modesto, mas aí&#8230;faltam-me os argumentos.
Esta frase genial, atribuída a Mohammed Ali, me persegue desde tempos imemoriais -  só que pelo avesso.
Ao contrário do boxel, faltam-me argumentos para empurrar ao escanteio minha incurável modéstia e apresentar neste tribuna ingresiástica algumas qualidades extremamente importantes para o destino sócio-político-econômico e cultural da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes, eu até tento ser modesto, mas aí&#8230;faltam-me os argumentos.</p>
<p>Esta frase genial, atribuída a Mohammed Ali, me persegue desde tempos imemoriais -  só que pelo avesso.</p>
<p>Ao contrário do boxel, faltam-me argumentos para empurrar ao escanteio minha incurável modéstia e apresentar neste tribuna ingresiástica algumas qualidades extremamente importantes para o destino sócio-político-econômico e cultural da Bahia e de uma banda de Sergipe. </p>
<p>Um exemplo? Oquei, recebam: A omissão de que sou um compositor – quase metia o adjetivo excelente antes, mas a tal da humildade secular me proibiu.</p>
<p>Pois muito bem. Por conta desta maldita falta de ambição, inclusive, pensei em não deixar o legado de minha miséria musical para ninguém. E assim vivia quase feliz. Porém, a população do Norte e Nordeste de Amaralina, em romaria, veio beijar a minha mão. E eu, que tenho o <strong>coração mole</strong> (aliás, título de uma de minhas melhores e inéditas canções), aquiesci. E mostrei à vizinhança algumas obras. E o meu povo, que é de uma erudição e uma catilogência sem par, conseguiu captar meu estilo.  </p>
<p>E qual é meu estilo? Vou lhes inteirar da coisa para não haver engano. Seguinte é este. Igualmente ao menino Riachão, meu processo criativo obedece a ordens superiores: O samba desce de uma só vez.  E os personagens das letras são, como direi?, meio que malamanhados e perversos.</p>
<p>E foi exatamente por compreender tudo isso que minha vizinha Aninha largou a seguinte. Ouçam.</p>
<p>“<strong>Franci, eu acho que é esse compositor angolano que se &#8216;manifesta&#8217; em você. Preste atenção na argumentação, expressões e no colorido da &#8216;reportagem&#8217;</strong>.</p>
<p>CHOFER DE PRAÇA (um clássico angolano de Luiz Visconde da década de 60)</p>
<p>Mandei parar um carro de praça ansioso em ver meu amor<br />
Chofer de praça então reclamou quando eu lhe disse que meu bem morava no subúrbio<br />
OH, OH, OH, OH, OH</p>
<p>Tempo chuvoso no subúrbio não vou, pois sou chofer de praça e não barqueiro!</p>
<p>Então implorei: peço senhor chofer leve-me por favor, ela não tem culpa de morar no subúrbio. Quanto à chuva: é obra da natureza<br />
OH, OH, OH, OH, OH, OH</p>
<p>Então chofer dominado por mim na borracha puxou atravessando lagoa<br />
Quando eu olhei pro relógio e pedindo que colasse o acelerador ao tapete<br />
OH, OH, OH, OH, OH, OH</p>
<p>Então chofer trombudo respondeu:<br />
Se você quer ver seu amor, atravesse a lagoa a pé!<br />
Não vou partir o meu cocó (não vou partir não) só porque você quer dar show!<br />
OH OH OH OH OH<br />
Repete</p>
<p>Então chofer dominado por mim na borracha puxou atravessando lagoa<br />
Quando eu olhei pro relógio e pedindo que colasse o acelerador ao tapete</p>
<p>Então chofer trombudo respondeu:<br />
Se você quer ver seu amor, atravesse a lagoa a pé!<br />
Não vou partir o meu cocó (não vou partir não) só porque você quer dar show!<br />
OH OH OH OH OH<br />
Repete 2 x</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=casmica8924"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/casmica8924&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=&amp;showsearch=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/casmica8924&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=&amp;showsearch=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Em defesa dos caçulas</title>
		<link>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/12/em-defesa-dos-caculas/</link>
		<comments>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/12/em-defesa-dos-caculas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 16:51:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ingresia.opsblog.org/?p=890</guid>
		<description><![CDATA[Há séculos que sou acusado de ser assim (todo cheio de razão e nove horas) por ser caçula. Fico virado nos seiscentos com tal imputação, que não é descabida, mas silencio porque me falta o latim necessário para retrucar. 
Porém, mesmo não tendo encontrado a graça da Igreja Universal, parei de sofrer. E o responsável por tão gloriosa dádiva foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify">Há séculos que sou acusado de ser assim (todo cheio de razão e nove horas) por ser caçula. Fico virado nos seiscentos com tal imputação, que não é descabida, mas silencio porque me falta o latim necessário para retrucar. </div>
<div style="text-align: justify">Porém, mesmo não tendo encontrado a graça da Igreja Universal, parei de sofrer. E o responsável por tão gloriosa dádiva foi o menino <a href="http://faltadeesculhambacao.blogspot.com/" target="_blank">Lionel</a>, que joga bola como o Richie, canta como o Messi, mas escreve bem como o diabo. Mas, chega de lero fiado e fiquem com a fina prosopopéia do referido.</div>
<div style="text-align: justify">     </div>
<div style="text-align: justify"><strong></strong></div>
<div style="text-align: justify"><strong></strong></div>
<div style="text-align: justify"><strong></strong></div>
<div style="text-align: justify"><strong></strong></div>
<div style="text-align: justify"><strong></strong></div>
<div style="text-align: justify"><strong></strong></div>
<div style="text-align: justify"><strong>EGOISTA, S.M. SUJEITO MAIS INTERESSADO EM SI PRÓPRIO DO QUE EM MIM</strong></div>
<div style="text-align: justify">Brasileiro que é brasileiro adora um bordão, um clichê, uma máxima repetida à exaustão como se fosse a mais incontestável verdade. Eu, como não poderia deixar de ser, não fujo à regra e uso meus lugares-comuns de vez em quando &#8212; afinal, ninguém é de ferro.</div>
<p>Contudo, como hipócrita praticante que sou, sempre fiquei incomodado quando um desses chavões me prejudica diretamente, como, por exemplo, a ideia de que &#8220;<em>todo caçula é mimado</em>&#8220;.</p>
<p>Eu, que sou caçula<span style="font-style: italic"> desde pequeno</span>, sempre senti na pele a cruel discriminação da sociedade neste ponto. E o pior, de forma injusta, pois as espartanas habilidades pedagógicas de meu pai nunca me permitiram fazer o tipo <span style="font-style: italic">cheio de vontades</span>.</p>
<p>Na verdade, qualquer tentativa de capricho de minha parte costumava ser prontamente repreendida com um discurso de meu estimado genitor: &#8220;você é muito mal acostumado! Lá no meu norte não tinha nada disso e nós vivíamos muito bem!&#8221;, ao que eu responderia algo como &#8220;mas pai, você nem é do norte, sua cidade fica na região sudoeste do estado, sertão da Bahia&#8221;.</p>
<p>É claro que a essa resposta seguiria-se um safanão na orelha para eu deixar de ser contestador, o que me faria lamentar profundamente o fato de o sertanejo ser, antes de tudo, um forte.</p>
<p>Devo reconhecer, contudo, que alguns representantes da classe não ajudam em nada, a exemplo de meu ex-cunhado, <a href="http://faltadeesculhambacao.blogspot.com/2009/05/um-chute-atras-te-empurra-para-frente.html" target="_blank">de quem agora posso falar sem temer represálias</a> (não que eu tivesse medo de minha então consorte, já que, como todo mundo sabe, baiano medroso nasce morto. Se eu eventualmente me escondia debaixo da cama quando ela estava naqueles dias era apenas porque, não obstante minha condição de agnóstico, seguia à risca o quanto determinado em <a href="http://www.portaldabiblia.com/?do=p&amp;p=levi%2015&amp;v=aa" target="_blank">Levítico 15:19</a>).</p>
<p>Hum, pensando melhor, deixa esse assunto para lá.</p>
<p>O fato é que, fora aquelas duas ou nove vezes que roubei o carro de meu pai e ainda reclamei por ele estar sem gasolina, nunca me foi dado ter o tipo de comportamento comumente atribuído aos filhos mais jovens, mas mesmo assim sou obrigado a responder pelo estereótipo. Triste sina.</p>
<p>Pior ainda é constatar que os caçulas são discriminados de forma aberta, sem qualquer pudor. Não há nenhum movimento organizado pela defesa de nossos interesses, nenhuma manifestação no sentido de criar um neologismo politicamente correto para nos classificar, nenhuma ação afirmativa, nada!</p>
<p>O simples fato de termos nascido depois não nos torna automaticamente egocêntricos. Não é como se fôssemos filhos únicos, aquela raça de mimados cheios de vontades e caprichos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Futebol não é esporte para mulher</title>
		<link>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/09/futebol-nao-e-esporte-para-mulher/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A maldita frase acima foi pronunciada em tom solene e ameaçador no ano da graça de 1955 por Peco Bauwens, que presidiu a German Football Association (DFB) entre 1949 e 1962. Tal assertiva, é óbvio, não era apenas uma profecia, mas o desejo de um homem poderoso, que reforçava sua tese-vontade-ordem largando a seguinte: “Nunca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A maldita frase acima foi pronunciada em tom solene e ameaçador no ano da graça de 1955 por Peco Bauwens, que presidiu a German Football Association (DFB) entre 1949 e 1962. Tal assertiva, é óbvio, não era apenas uma profecia, mas o desejo de um homem poderoso, que reforçava sua tese-vontade-ordem largando a seguinte: “<em>Nunca levaremos a sério este assunto</em>”.</p>
<p>Acontece que o Sobrenatural de Almeida, que desde sempre impera no esporte, não compactua com esta “gente es-tú-pi-da” (royalties para Gilberto Gil), principalmente se o referido for de descendência alemã. Prova disso é que, coisa de 20 anos antes, nos jogos olímpicos de 1936, <em>Almeidinha</em> (chamemo-lo, assim) já havia mandado o menino Jesse Owens para enojar o baba de Hitler e castigá-lo com uma correria dos seiscentos.</p>
<p>Já no caso do profeta Peco Bauwens, Almeidinha, este menino assombroso, foi ainda mais cruel. Treinou cerca de um milhão de mulheres para balançar as redes de suas furadas concepções. Isso mesmo. Repetindo. Em 2008, mais de um milhão de moçoilas alemãs já bailavam nas quatro linhas. Para que não me acusem de inexatidão, eis o número total de boleiras na terra de Nietzsche no ano passado: 1.002.605. Estes números são da mesma DFB que um dia foi comandada por Peco.</p>
<p>Pois muito bem.</p>
<p>O tempo passa, o tempo voa, o Bamerindus se fode todo e a imbecilidade continua numa boa.</p>
<p>Numa clara demonstração de que a Bahia continua na vanguarda do atraso, o diretor de futebol do brioso Esporte Clube Vitória, <a href="http://victoriaquaeseratamen.wordpress.com/2009/05/15/por-que-nao-te-calas-jorginho/" target="_blank">Jorge Sampaio</a>, emula Peco Bauwens mais de 50 anos depois, enviando a seguinte e segregacionista prosopopéia:</p>
<p>“<strong>A gente sabe que a nossa voz nordestina é fraca e pouco ouvida no eixo Rio-São Paulo, mas quero um encontro com o Sérgio Corrêa (chefe da Comissão de Arbitragem) para mostrar à CBF que mulher tem que apitar e bandeirar jogo de mulher. Futebol feminino existe para isso. A bola entrou e não foi pouco. Pelo menos dois palmos</strong>”.</p>
<p>Putaquepariu a mulher do padre!</p>
<p>Aos que não habitam no planeta futebol, informo que tão infeliz declaração do dirigente ocorreu logo após a não marcação de um gol legítimo do Rubro-Negro contra o Palmeiras neste domingo de maresia e futebol.</p>
<p>Agora, vejam vocês como a história é traquina. Esta bandeirinha Márcia Bezerra, que o diretor do Vitória quer agora jogar na cova dos Leões, foi a mesma que em julho do ano passado tomou uma atitude que poucos marmanjos teriam coragem: anulou um gol do Flamengo contra este mesmo Vitória, em pleno Maracanã.</p>
<p>E os cariocas, mesmo com a tradicional soberba e misogenia, não tiveram coragem de pedir o banimento das mulheres do pebolismo. É fato que mexeram os pauzinhos e suspenderam a referida por uns bons 30 dias. Porém, nada mais do que isso.</p>
<p>Jorge Sampaio, contudo, acredita piamente naquele axioma marxista de que a tragédia, especialmente no futebol, deve se repetir como farsa. E, nesta batida doentia, é bem provável que mais adiante ele saque do coldre outras bravatas de quinta e venha a propugnar também a expulsão das mulheres das arquibancadas, com o argumento de que elas também não sabem torcer direito. Assim, talvez, conseguirá seu intento de tornar o pecaminoso ludopédio de pindorama ainda mais feio do que encoxar vó na fila da comunhão (Royalties para Fernando Cesarotti).</p>
<p>É por estas e outras que defendo a tese de que futebol não é para (alguns) homens.</p>
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		<title>Rita roubou meu sorriso</title>
		<link>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/06/rita-roubou-meu-sorriso/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 02:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme é de conhecimento do Vale das Pedrinhas e de uma banda do Areial, esta intimorata emissora guia-se pelos seguintes ensinamentos latinos atribuídos ao menino Jean-Baptiste Poquelin: “Ridendo Castigat Mores”. Para os desprovidos de erudição que frequentam esta budega, faço a tradução malamanhada, como sói. “Só o riso salva, rebain de miséra”.
É isso. Como diria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conforme é de conhecimento do Vale das Pedrinhas e de uma banda do Areial, esta intimorata emissora guia-se pelos seguintes ensinamentos latinos atribuídos ao menino Jean-Baptiste Poquelin: “<strong>Ridendo Castigat Mores</strong>”. Para os desprovidos de erudição que frequentam esta budega, faço a tradução malamanhada, como sói. “<em>Só o riso salva, rebain de miséra</em>”.</p>
<p>É isso. Como diria o Bandido da Luz Vermelha: “<em>Quando a gente não pode fazer nada, a gente avacalha</em>”. Então, impossibilitado para realizar algo que preste, desde sempre busquei refúgio no império da gaiatice. E assim vivo muito bem, escondidinho em meu canto, tal e qual um Juscelino Barbacena.</p>
<p>Vivo, vírgula, vivia, pois na manhã desta sexta-feira apareceu a menina Rita Tavares para levar meu sorriso com o seguinte, irrecusável e incompreensível pedido: “<strong>Franci, querido, se achar pertinente, divulgue meu show no seu blog</strong>”.</p>
<p>Mais desconcertado do que a zaga do time de itinga, ainda tentei argumentar. “<em>Mas,  Rita, ninguém lê aquilo ali, não. E ademais</em> (meti um <strong>ademais</strong> para dar um ar sofisticado) <em>uso aquela disgrama apenas para fazer um humor xexelento de quinta categoria que satisfaz e agrada apenas a uns desocupados</em>”.</p>
<p>Porém, ela disse não e nécaras. “<em>Epa. Eu leio e gosto</em>”.</p>
<p>Sem graça, restou-me apenas aquiescer à solicitação e largar a seguinte aos hereges que aqui batem ponto: rebain de sacana, pela primeira vez falo sério, não é vadiagem. A partir deste domingo e até o dia 21 deste mês de junho do ano da graça de 2009, todos devem comparecer ao glorioso Teatro Gamboa Nova, a partir das 17h, para escutar a voz elegante e sincera da menina Rita.<br />
Quem não aguentar esperar até amanhã, favor sintonizar neste emissora aqui, ó.</p>
<p><a href="http://www.myspace.com/ritatavaresongs">http://www.myspace.com/ritatavaresongs</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nietzsche ist tot!</title>
		<link>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/03/nietzsche-ist-tot/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 06:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[(Desde sempre sigo aqueles sábios ensinamentos do menino Nelson Rodrigues que dizia assim: &#8220;Quem não se repete morre inédito&#8221;. Por conta disso, começarei o texto de hoje igualzinho ao de ontem. Ouçam)  
Tem-se claros indícios de que um cidadão está com grave defeito nas idéias quando ele gasta uma ênclise logo no início do texto. E a situação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Desde sempre sigo aqueles sábios ensinamentos do menino Nelson Rodrigues que dizia assim: &#8220;Quem não se repete morre inédito&#8221;. Por conta disso, começarei o texto de hoje igualzinho ao de ontem. Ouçam)  </p>
<p>Tem-se claros indícios de que um cidadão está com grave defeito nas idéias quando ele gasta uma ênclise logo no início do texto. E a situação se agrava mais ainda quando, ainda no primeiro parágrafo, o referido apela e parafraseia a <a href="http://ingresia.opsblog.org/2009/03/11/pare-com-isso-caetano/" target="_blank">Vedete de Santo Amaro</a>. “<em>Basta de filosofia! A mim me bastava que o meu técnico desse um jeito no Vitória, o único time da Bahia</em>”.</p>
<p>Putaquepariu a mulher do padre!</p>
<p>No entanto, a certeza, a prova cabal, a comprovação da demência só se dá quando esta ladainha que foi entre aspas torna-se uma constante e noturna companheira. E, amigos, em verdade vos confesso: foi exatamente isso que aconteceu com este supersticioso locutor. Desde o início de abril, todos os dias antes de dormir, eu a repetia com um fervor religioso de fazer inveja a Edir Macedo.</p>
<p>Porém, o tempo passava, voava, e nem o prefeito dava jeito na cidade da Bahia, nem o treinador organizava meu baba. Aliás, o inverso era o verdadeiro. O desmantelo da vetusta urbe contagiava (receba, Sontag, a doença como metáfora) o time e vice-versa.</p>
<p>Assim, depois de muitas orações, já estava quase desistindo e dando razão a Nieztsche: Deus está morto.</p>
<p>Mas, qual o quê!</p>
<p>Do nada, como sói com os fenômenos da fé, fez-se a luz no último domingo. O Todo-Poderoso mostrou não só que está vivíssimo como também usa um aparelho auditivo de excelente qualidade, pois ouviu as minhas preces e mandou o Professor Experimentalgiani <a href="http://victoriaquaeseratamen.wordpress.com/2009/06/01/laboratorio-interditado/" target="_blank">INTERDITAR O LABORATÓRIO</a> na partida contra o Grêmio. E assim foi feito. Afinal, Pardalgiani pode ser até um inventor, mas não é maluco. Ele sabe que a ira divina é muito mais feroz do que a dos dos torcedores do Vitória.</p>
<p>Derivo, derivo. O fato é que Carpegiani armou a equipe certinha, colocou cada qual no seu cada um e o Vitória deu uma verdadeira aula de ludopédio, coisa de botar no chinelo a Hungria de 54 e a Holanda de 74. Um assombro.</p>
<p>E a recompensa veio na última volta do ponteiro. Dirigido por Carpegiani e guiado por Nosso Senhor, o menino Leandro Domingues acertou uma TAMANCADA sensacional no ângulo direito de Vitor. Só não relato o golaço com mais detalhes porque me faltam as hipérboles. Digo apenas que aquele chute certeiro causou três óbitos instantâneos: matou a equipe do Grêmio, a coruja que ali dormia e o desgraçado do Nietzsche. Por falar no referido, a população do Nordeste de Amaralina desde domingo à noite passeia em romaria por este pacato bairro gritando em alemão castiço e em basco nem tanto:</p>
<p> <br />
NIETZSCHE IST TOT</p>
<p>AND</p>
<p>UMBORA TRI-TÓ-RIA, CARAJO!</p>
<p> <br />
P.S Carpegiani reconheceu publicamente a intervenção do Excelentíssimo. <a href="http://ingresia.opsblog.org/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=873" target="_blank">OUÇAM AQUI, Ó</a></p>
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		<title>Cale a boca, Padilha</title>
		<link>http://ingresia.opsblog.org/2009/06/01/cale-a-boca-padilha/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 21:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>francielcruz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem-se a prova cabal de que um blog está nos seus estertores quando o cidadão gasta uma ênclise logo no início do texto. E pior. Quando, ainda no primeiro parágrafo, ele apela para as lições de auto-ajuda, dizendo que o melhor caminho para manter a saúde em dia é fugir das danças de rato, especialmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem-se a prova cabal de que um blog está nos seus estertores quando o cidadão gasta uma ênclise logo no início do texto. E pior. Quando, ainda no primeiro parágrafo, ele apela para as lições de auto-ajuda, dizendo que o melhor caminho para manter a saúde em dia é fugir das danças de rato, especialmente aquelas provocadas por filmes polêmicos.</p>
<p>Pois é, amigos, a aula de hoje se prenderá aos benefícios da fuga da cinefilia. Aliás, esta palavra já evoca doença. “Tá vendo aquele rapaz ali, coitado, é cinéfilo”. Por isso sempre que aparecer um portador de tal enfermidade, siga o conselho das placas de caminhão: mantenha distância.</p>
<p>E, em relação à vida saudável, a técnica utilizada é simples: só veja filmes polêmicos cinco anos depois da chibança, no mínimo. Com isso, entre outras glórias, evita-se o diálogo com os idiotas no trabalho e em outros ambientes insalubres.</p>
<p>“Rapaz, você viu Tropa de Elite?”</p>
<p>“Não, obrigado”. E dá-se o assunto por encerrado.</p>
<p>“Mas, Sêo Françuel, para mim, a prova cabal de que um blog está chegando aos seus estertores é quando o cidadão gasta tais parágrafos para dizer absolutamente nada. Ou pior. Quando ele não junta lé com cré e desembesta nesta prosa ruim eivada de metalinguagem de quinta categoria”, reclama logo a astuta ouvinte, cheia de nove horas e de razão.</p>
<p>Porém, se ela tivesse um pouquinho de paciência saberia que estes prolegômenos foram escritos assim, desta forma imbecil, porque o personagem de hoje não merece coisa melhor. E de quem estou falando? ora, dele, o Homem, o Mito, o Pentelho, o Careca, José Padilha. Aliás, um parênteses para outro ensinamento. (Crianças, seguinte é este: sobrenome não é destino. Enquanto no Candomblé Padilha é cheia de magia e traz o dom do encantamento, o referido só traz aborrecimento).</p>
<p>Putaquepariu a mulher do padre!</p>
<p>Que sujeitinho zé ruela da zorra. E nem falo de seus filmes, pois nunca perdi tempo com eles, conforme já destaquei. O que desprezo em relação ao indivíduo competente (royalties para o locutor Waldir Amaral) é esta sua mania besta de polemizar. Aliás (carajo, este já é o terceiro aliás), parece que existe o seguinte manual no cinema brasileiro: não é preciso fazer filmes bons - e sim polêmicos. Ô cinefiliazinha sem jeito, meu deus (royalties para João Grilho). Inclusive acho que o Detran deveria colocar o seguinte aviso nos sets de filmagens de Pindorama: Se beber, não dirija. Nos livraríamos de, pelo menos, 98,37% do material que vai às telas.</p>
<p>Mas deixando de lado estes cansativos entretantos e partindo para os finalmentes (dá-lhe, Odorico), informo-lhes que muito pior do que os filmes de Padilha (que ainda não vi, repito, e acho que vou continuar detestando sem assisti-los) são as suas entrevistas. Ontem mesmo, um amigo, esta raça de gente ruim, me enviou uma delas. E, desprevenido, caí na esparrela. Como já me fudi, compartilho a bobajada com vocês.</p>
<p>Seguinte. Ao ser questionado se se reconhecia nas matérias que são publicadas sobre seu trabalho (trabalho?), o indigitado largou esta. Às aspas.</p>
<p>“Não leio nada que é publicado a meu respeito. Sei das coisas apenas por meio de conversas. Quando abro o jornal, vou direto saber o que aconteceu com o Flamengo. Tem algumas coisas que gosto de ler num jornal, mas não são as coisas que dizem respeito a mim. Já sei o que penso. Quero saber o que o (Arnaldo) Jabor escreveu, o que a <strong>Miriam Leitão</strong> escreveu. Mas a<strong> Miriam Leitão</strong>, por exemplo, nunca vai falar sobre o meu filme”.</p>
<p>Miriam Leitão? O cara quer saber o que Miriam Leitão escreveu?</p>
<p>Realmente, nem pra polêmica este presta.</p>
<p> </p>
<p>P.S. A propósito, o referido está com outra obra na praça. Ainda não vi, mas desde já não recomendo. Chama-se Garapa. Prefiro um caldo de cana contaminado, por favor.</p>
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