Desde a mais tenra idade (lá se vão algumas décadas) guio-me pelo seguinte axioma: Homem que é homem só se importa com jogos de verdade - tipo Vitória x Leônico, numa quarta-feira chuvosa, ou Icasa x Guarani de Juazeiro do Norte, em dia de procissão de romeiros. O resto é boticário. Só cheiro. E cheiro mole.
Este negócio de Seleção Brasileira, por exemplo, sempre achei igual a doce: só quem se interessa é mulher, formiga e viado.
Porém, depois dos acontecimentos que marcaram o retorno dos comandados de Dunga a esta província, venho a esta intimorata tribuna confessar que me enganei. Em nome da verdade histórica faz-se mister destacar que, pelo menos aqui na Bahia, há outro tipo de gente que aprecia os jogos do time canarinho: os piromaníacos.
Bastam soar os primeiros acordes do Hino Nacional e eles metem bronca.
Aos fatos.
Na última partida oficial do esquadrão da CBF aqui em Soterópolis, no ano da graça de 1989, foi um rebuliço dos seiscentos. Indignados com o corte do centroavante Charles Fabian, os revoltosos atearam fogo na bandeira brasileira, sem dó nem piedade.
Pois muito bem.
O tempo passa, voa, o bamerindus se fode todo e a revolta continua numa boa. Quer dizer, nem tão boa assim.
Exatos 20 anos depois, os piromaníacos voltaram a atacar. Só que, em vez de queimar a bandeira nacional, eles agora tocam fogo em ônibus e módulos policiais. A imprensa informa (desculpe a contradição) que este furdunço é por conta de uma cizânia envolvendo traficantes. Mas, como diria o presidente, é menas verdade. A culpa, vos asseguro, é da Seleção Brasileira - tanto naquela época como agora. É só sentir o cheiro da camisa amerela que os piromaníacos entram em ação. Podem anotar. Assim que os malditos forem embora tudo se acalma. Aliás, nem tudo. Há algo que não nos dá sossego nunca: a folclorização.
Putaquepariu Luís Câmara Cascudo!
Não há algo que me cause mais ojeriza do que as presepadas folclorizantes. Talvez esta minha repulsa seja fruto de séculos de convivência com as propagandas da Bahiatursa. Não há estômago de avestruz que aguente.
Um exemplo? Recebam.
A Cidade do Salvador tem um dos mais altos índices pluviométricos do Brasil, com uma média anual superior a 1900 mm, mas foi vendida, literalmente, como uma sucursal do paraíso, onde faz sol o ano inteiro. No entanto, creiam, aqui é um inferno. Agora mesmo, com esta onda de violência, a capital baiana está ardendo em chamas.
No entanto, por terem sido adestrados para achar tudo lindo e maravilhoso, os jornalistas esqueceram a balbúrdia nas ruas de Salvador, vestiram uma camisa listrada e sairam por aí, às vésperas do jogo, escrevendo coisas completamente sem conexão com a realidade. Ouçam isto aqui, por exempo, publicado na EspBr: “Enquanto os turistas passam as tardes em Itapuã, senhoras com trajes típicos povoam as ruas de Salvador e a maioria dos baianos faz jus à fama de preguiçosa durante a Semana da Pátria, a seleção brasileira corre bastante para manter a boa fase nas Eliminatórias para a Copa do Mundo”.
É fato que turista é uma classe de otários, mas duvido que algum vá passar tardes de setembro em Itapuã. Já as “senhoras de trajes típicos” povoando as ruas de Salvador só se for as digníssimas mãe e tias do repórter.
Parem as máquinas e me façam um caldo de cana contaminado, por favor.
P.S. Por falar em folclorização, constantei novamente o mal que ela pode fazer a um povo. Neste último fim de semana estive em Porto Alegre e pude comprovar que, ao contrário do que reza a lenda, nem todos os que nascem no Rio Grande do sul são viados. Eu conheci uns nove lá (tá bom, dois) que são gaúchos, mas não praticam.






on Sep 10th, 2009 at 5:52 pm
A dúvida é saber qual foi o método de análise dos gaúchos, e quais os dois que tu achou que são NÃO-PRATICANTES, hsadhsja.
No mais, texto A MORIR, como sempre.
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on Sep 10th, 2009 at 6:03 pm
dksjksjdkgj
cara, mto bom, ri do início ao fim
não sabia q chovia tanto aí. comprei.
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on Sep 10th, 2009 at 6:05 pm
como disse alguém, “não existe gaúcho viado; são as correntes migratórias”.
FORA THALLES GOMES!
[e ainda por cima esse viado tem dois Ls, é? credo]
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on Sep 11th, 2009 at 4:57 am
Se os telespectadores da TV Globo continuarem a ver a província da Bahia habitada majoritariamente por cândidos com retardo mental, não ponham a culpa nos videotas.
O deslumbramento babaca (ou a babaquice deslumbrada) demonstrado pela equipe da Globo daqui com as presenças dos jogadores, de Arnaldo e de Galvão foi de constranger qualquer nativo com alguns neurônios fucionando.
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on Sep 11th, 2009 at 8:22 am
Não existe ex-gaúcho seu francis, e tenho dito!
Quanto a materia citada, é lamentável.
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on Sep 11th, 2009 at 1:55 pm
Dizem por aí que os gauchos são os cabras mais facil de se encontrar na mata, por causa da fumaça. Porque quando não estão fazendo churrasco estão queimando a rosca.
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on Sep 11th, 2009 at 3:47 pm
Rapaz, o repórter foi para Cira em Itapoan (sem til), passou a tarde comendo água, entre acarajés, abarás e passarinhas, daí escreveu o texto “jorgeamadiano” no site ESPBr. Viu o que quis ver.
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on Sep 11th, 2009 at 5:21 pm
De novo aqui para concordar, aliás, eu concordo com quase tudo dito desta tribuna ( na outra não), quando não comento com os dedos me manifesto em sonoras gargalhadas em plena madrugada para os vizinhos desconfiar na minha sanidade mental. Mas, como só bato palma sem ressalva para Cayby Peixoto e Fidel Castro, quero dizer caro Franciel, dizer não, acrescentar, que este negócio de Seleção Brasileira especialmente no nordeste só quem se interessa é mulher, formiga de açúcar, viado iniciante, políticos engomados e tabaréu sem chapéu. É a mesma coisa de Jerry Adriane cantando na praça principal de Jeromoabo, só faltou os gritinhos e os desmaios pela ausência de Kaká.
Depois do dito, conselho, cancele seu passaporte gaúcho!
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on Sep 11th, 2009 at 7:06 pm
Prezado,
li esta declaração neste site (http://impedimento.wordpress.com):
“Franciel Cruz afirma que não há possibilidade de não anotar três gols em um goleiro careca, no jogo de confraternização que seria relizado na segunda-feira. Do contrário, pagaria as despesas da cancha e passaria a torcer para o Bahia.
Pois saibam que o atacante baiano não marcou nenhum gol no baba realizado em sua homenagem.”
A pergunta:
vais para pituaço amanhã?
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on Sep 11th, 2009 at 8:35 pm
Colé, hombre!!!! A seleção desde de menino é o que eu ensino para os meus filhos: seleção são os melhores de Bahia, Vitória e cia. Infelizmente a seleção dos nossos sonhos não é a ideal: todas elas cheia de jogadores baianos de Bahia e Vitória.
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on Sep 12th, 2009 at 5:38 am
Lá n’A Tarde, um comentarista lascou essa: “… pare o mundo que eu quero descer, como já dizia Raul.”
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on Sep 12th, 2009 at 6:01 pm
E não é que cessaram as fogueiras depois que a selecinha de Dunga sipicou? Putaquiupariu João Havelange!
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on Sep 14th, 2009 at 12:29 am
gde, Bitória!
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on Sep 14th, 2009 at 11:42 am
a voz rouca das arquibancadas do Barradão insinua que, após viagem a Porto Alegre, o senhor se tornou fã incondicional de Viáááááááaáfara. Conta-se que até uma camisa suada foi entregue em mãos pelo paredão colombiano após a partida no sul.
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on Sep 14th, 2009 at 1:15 pm
Gaúcho, além de viado, é despolitizado, faz uma música de lascar sino e sua poesia só tem um tema: o cavalo.
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gugaalayon Reply:
September 15th, 2009 at 4:49 pm
ahahahaha
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