Tem-se a prova cabal de que um blog está nos seus estertores quando o cidadão gasta uma ênclise logo no início do texto. E pior. Quando, ainda no primeiro parágrafo, ele apela para as lições de auto-ajuda, dizendo que o melhor caminho para manter a saúde em dia é fugir das danças de rato, especialmente aquelas provocadas por filmes polêmicos.
Pois é, amigos, a aula de hoje se prenderá aos benefícios da fuga da cinefilia. Aliás, esta palavra já evoca doença. “Tá vendo aquele rapaz ali, coitado, é cinéfilo”. Por isso sempre que aparecer um portador de tal enfermidade, siga o conselho das placas de caminhão: mantenha distância.
E, em relação à vida saudável, a técnica utilizada é simples: só veja filmes polêmicos cinco anos depois da chibança, no mínimo. Com isso, entre outras glórias, evita-se o diálogo com os idiotas no trabalho e em outros ambientes insalubres.
“Rapaz, você viu Tropa de Elite?”
“Não, obrigado”. E dá-se o assunto por encerrado.
“Mas, Sêo Françuel, para mim, a prova cabal de que um blog está chegando aos seus estertores é quando o cidadão gasta tais parágrafos para dizer absolutamente nada. Ou pior. Quando ele não junta lé com cré e desembesta nesta prosa ruim eivada de metalinguagem de quinta categoria”, reclama logo a astuta ouvinte, cheia de nove horas e de razão.
Porém, se ela tivesse um pouquinho de paciência saberia que estes prolegômenos foram escritos assim, desta forma imbecil, porque o personagem de hoje não merece coisa melhor. E de quem estou falando? ora, dele, o Homem, o Mito, o Pentelho, o Careca, José Padilha. Aliás, um parênteses para outro ensinamento. (Crianças, seguinte é este: sobrenome não é destino. Enquanto no Candomblé Padilha é cheia de magia e traz o dom do encantamento, o referido só traz aborrecimento).
Putaquepariu a mulher do padre!
Que sujeitinho zé ruela da zorra. E nem falo de seus filmes, pois nunca perdi tempo com eles, conforme já destaquei. O que desprezo em relação ao indivíduo competente (royalties para o locutor Waldir Amaral) é esta sua mania besta de polemizar. Aliás (carajo, este já é o terceiro aliás), parece que existe o seguinte manual no cinema brasileiro: não é preciso fazer filmes bons - e sim polêmicos. Ô cinefiliazinha sem jeito, meu deus (royalties para João Grilho). Inclusive acho que o Detran deveria colocar o seguinte aviso nos sets de filmagens de Pindorama: Se beber, não dirija. Nos livraríamos de, pelo menos, 98,37% do material que vai às telas.
Mas deixando de lado estes cansativos entretantos e partindo para os finalmentes (dá-lhe, Odorico), informo-lhes que muito pior do que os filmes de Padilha (que ainda não vi, repito, e acho que vou continuar detestando sem assisti-los) são as suas entrevistas. Ontem mesmo, um amigo, esta raça de gente ruim, me enviou uma delas. E, desprevenido, caí na esparrela. Como já me fudi, compartilho a bobajada com vocês.
Seguinte. Ao ser questionado se se reconhecia nas matérias que são publicadas sobre seu trabalho (trabalho?), o indigitado largou esta. Às aspas.
“Não leio nada que é publicado a meu respeito. Sei das coisas apenas por meio de conversas. Quando abro o jornal, vou direto saber o que aconteceu com o Flamengo. Tem algumas coisas que gosto de ler num jornal, mas não são as coisas que dizem respeito a mim. Já sei o que penso. Quero saber o que o (Arnaldo) Jabor escreveu, o que a Miriam Leitão escreveu. Mas a Miriam Leitão, por exemplo, nunca vai falar sobre o meu filme”.
Miriam Leitão? O cara quer saber o que Miriam Leitão escreveu?
Realmente, nem pra polêmica este presta.
P.S. A propósito, o referido está com outra obra na praça. Ainda não vi, mas desde já não recomendo. Chama-se Garapa. Prefiro um caldo de cana contaminado, por favor.






on Jun 1st, 2009 at 11:38 pm
O cidadão não que saber o que Inácio Araújo ou Sérgio Augusto escreveram sobre seus filmes, mas vai atrás do que Miriam Leitão escreveu sobre economia e Arnaldo Jabor sobre política.
Se morasse na Bahia, acompanharia o que Jorge Allan escreve sobre futebol e Wanda Chase sobre música.
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on Jun 2nd, 2009 at 10:38 am
quem é Wanda Chase? o que é música?
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on Jun 2nd, 2009 at 10:42 am
Quem é José Padilha? Ao assistir Garapa, a gente pode comer pastel ou tem que comer pipoca com manteiga? Por que a Miriam Leitão não vai escrever sobre o filme do Padilha - é por economia ou amor á arte?
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on Jun 2nd, 2009 at 1:12 pm
Sizenando,
são estas e outras importantes questões que inquietam a população do Norte e Nordeste de Amaralina.
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on Jun 2nd, 2009 at 2:54 pm
…e adjacências, mais uma banda da Santa Cruz e 8,75% do Vale das Pedrinhas.
Chicovisky,
quanto à questão que você formulou no texto anterior, não entendi. Sério mesmo. Para o bem de minha saúde, deixei de ler jornal há tempos. Só me informo agora através do rockloco e das notícias que as disgramas dos amigos me mandam por e-mail. Faça um resumo aí pra ver se eu posso palpitar sobre.
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on Jun 2nd, 2009 at 6:04 pm
Wanda Chase é uma (com perdão da má palavra) jornalista que, acho que semanalmente, faz aquele inefável benefício à humanidade de informar a marca da calçola de Cláudia Leite e o material do canudo usado por Durval Lélys.
E música é aquilo que o quarteto Márcio Vítor/Eddy/Caetano/Fred Dantas quer porque quer enfiar goela abaixo do Norte e Nordeste de Amaralina, uma banda de Santa Cruz, 8,75% do Vale das Pedrinhas e, azar de quem lá estiver, do povo da Concha Acústica sexta-feira.
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on Jun 2nd, 2009 at 7:04 pm
Durval Lélys!!! Grande Durval Lélys! Quem é esse durval? a Wanda cuida do canudo do dito? Ele toca canudo, é isso? ou ela toca o berimbau dele? Como assim?
Outra questã: a gente deve pronunciar “cheisi”" quando lê Uanda Chase?
Esse quarteto é aquele que tem um homem feito de pedra, uma mulher invisível, um sujeito que pega fogo e um outro que se estica que nem borracha?
Que concha acústica? vc está falando das concha da Ivete, da Claudia Leite ou da Niela Méu-cu-ry?
Seja mais compreenssive, por favor, seja mais jornalístico! desse jeito vou ter que ler de novo jornais em dias de semana!!!
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