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Diálogos Impertinentes (Cap. 2)

Sempre preocupado com as graves questões que emocionam a nação, meu amigo Marconi Leal (sim, eu tenho amigo que é casado, coitado, mas não tem filhos. Qual o problema?) esqueceu sua tradicional casquinhagem e largou via interurbano.

- Rapaz, nesta eleição de São Paulo, me decepcionei duplamente. Primeiro, por causa da concorrência kassabiana. E, depois, porque eu pensava que ele pertencia a outra minoria - a dos retardados mentais.

Nas condições normais de temperatura e pressão, não costumo dar muita importância a este tipo de chilique deste meu amigo. Porém, percebi que a concorrência kassabiana estava lhe obnubilando o seu já parco raciocínio quando ele afirmou que retardado mental é minoria no Brasil. Aonde?

Pois bem. Diante da gravidade do problema, fiquei matutando uma fórmula para ajudar o rapaz, quando o mesmo, aflito, interrompeu minhas reflexões, com a óbvia pergunta.

- Sêo Françuel, Kassab é mesmo viado?  

- Não, Marconi. Claro que não. Isto é apenas mais uma calúnia, uma baixaria do PT. Pode mandar as Senhoras de Santana e os reaças homofóbicos paulistanos votar no rapaz com a consciência tranqüila.  Kassab não é viado. Viado é o namorado dele.

- Mas, então, por que ele começou a cair nas pesquisas?

- Simples. Por uma questão bíblica. Ta lá em Romanos. Capítulo um, versículo 26. São Paulo condena os efeminados.

- Ai, meu São Luiz Mott. E ainda tem jeito de reverter a queda de Kassab?

­- Tem, sim. É só você mandar os marqueteiros do pefelista colocar em prática o ensinamento de meu amigo Janjão de Aratuípe.

- E qual é, qual é? Indagou a ansiosa gazela pernambucana

- Seguinte. Os marqueteiros devem elaborar uma peça publicitária com a foto de Supla seguida da frase: foi Marta quem fez.

- E se nem isso der jeito?

- Quase impossível que tal estratégia não funcione. Mas, ainda assim, resta um último recurso. Pegue um spray cor-de-rosa e saia pichando as feias paredes da capital paulista com o ensinamento do pessoal do Zeno.

DÁ O CU NÃO É DEFEITO. KASSAB PARA PREFEITO.

 

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7 Comments on “Diálogos Impertinentes (Cap. 2)”

  1. #1
    on Oct 17th, 2008 at 9:20 pm

    < ![CDATA[Seu Leal amigo está trocando as bolas. O candidato retardado disputa a eleição é na cidade da Bahia e atende pelo nome de João Vieira Lima. E pelas bandas de cá, dar e comer cu não é só ausencia de defeito, mas honra ao mérito eleitoral, pode perguntar a Leocret. Portanto, certo estava Gregório ao apostar que esta é uma terra de dois ff.]]>

    [Reply]

  2. #2
    on Oct 18th, 2008 at 2:52 am

    < ![CDATA[Gostaria de consignar que não mexemos com essas forças!]]>

    [Reply]

  3. #3
    on Oct 18th, 2008 at 1:36 pm

    < ![CDATA[As pessoas são muito preconceituosas. Não é que Kassab seja gay. Ele é baiano. E tropicalista, ainda por cima. Aí, sim, se justifica o preconceito.]]>

    [Reply]

  4. #4
    on Oct 18th, 2008 at 4:14 pm

    < ![CDATA[Um sujeito com nome de comida árabe dificilmente será baiano, muito menos de Santo Amaro. E sendo viado, aí é que não é mesmo.]]>

    [Reply]

  5. #5
    on Oct 20th, 2008 at 5:43 pm

    < ![CDATA[Oxi, Kassab é filho de Ilhéus e dizem que sempre gostou de esconder o quibe do primo Nacib.]]>

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  6. #6
    on Oct 20th, 2008 at 10:17 pm

    < ![CDATA[Como disse de forma tropicalista o ex-ministro ininteligivel , na Bahia esta questão ja foi transcendida (lá ele!)]]>

    [Reply]

  7. #7
    on Oct 21st, 2008 at 6:16 pm

    < ![CDATA[Taí uma explicação encaixável no ex-ministro para, por exemplo, a superação do, digamos, viadismo-cidadão de Marcelo Cerqueira em pró do, como é mesmo?, axé-boiolismo-transformista de LéoCrete. Ou não.]]>

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