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Em breve e exclusiva entrevista, Waldick Soriano defende nova teoria: “Homem é homem, pô!”

Por Zezão Castro, o repórter boca de sifu

 

Brincando, brincando Waldick Soriano chegou aos 75 anos e, melhor ainda, vivendo mais um pico (ops) de fama. Em abril foi lançado o documentário biográfico “Waldick, para sempre no meu coração”, dirigido pela atriz Patrícia Pillar e lançado em algumas capitais brasileiras. Salvador ainda não foi incluída neste roteiro. Por telefone e meio adoentado, o Frank Sinatra do Nordeste, como o chamou o velho Chacrinha, deu conselhos e falou do que mais entende: cabaré, cachaça e música.

Sem mais; pare, leia e reflita sobre as mágicas palavras dele, o rei da buçanhagem …

 

Com uma trajetória de vida experimentada como a sua, que mensagem daria aos mais novos?

 

A vida não tem erro não. O caminho é um só: sobreviver com os outros e, principalmente, consigo mesmo.

 

Das suas músicas, o senhor tem alguma favorita?

 

Música depende do momento. Hoje é uma. Amanhã é outra.

 

Como está a repercussão do documentário “Waldick, para sempre no meu coração”?

 

Tá um sucesso danado. Um sucesso grande, viu?

 

Como foi que se deu o encontro com a diretora, a Patrícia Pillar ?

 

Nós nos encontramos casualmente numa festa em Sobral (CE). Eu ela e o Ciro (Gomes). O Ciro é um meninão (risos). Conversamos e ela me contou que era minha fã desde muito novinha. Achou que eu era a figura do Brasil e quis fazer.

 

Sendo um cantor popular como era a relação do senhor com os governantes na época da ditadura?

 

Eu sempre fui bem tratado pelos militares. Não sei como os outros falam mal. Eu passava onde queria. Sempre fiz amigos e o negócio era igual comigo.

 

Mas o senhor foi convocado a explicar o significado da letra de “Torturas de Amor“…

 

Foi a censura. A censura besta que tinha. Eles censuraram a minha música, eu não liguei e eles acabaram deixando para lá.

 

Falando em música, como surgiu a idéia de compor o clássico “Eu não sou cachorro não?

 

Eu estava no Rio Grande do Norte e a inspiração me veio normalmente, como as outras. Estava lá e me veio. Já fui o maior criador de cachorro, sabia? Qualquer raça eu criava mas gostava mais do nosso brasileiro, o vira-latas.

 

É verdade que uma vez botaram um cartaz pendurado num cachorro dizendo “Eu não sou Waldick não?”

 

(Risos) É verdade. Foi em Jacobina (Bahia). Esta música já foi gravada no México, na Venezuela e na Itália, sempre em espanhol.

 

E o cabaré, que lembranças lhe traz?

 

O cabaré, rapaz, que nós chamávamos de brega, lá no interior da Bahia, era um lugar popular, onde você ficava com as mulheres era muito bom.

 

Eu soube que em Caetité o senhor, antes de passar em casa, ia primeiro no cabaré de dona Lindu

 

Quem mandava lá era eu!

 

Uma sobrinha sua, dona Onezilda Soriano, criou uma Associação Cultural Waldick Soriano, o senhor tem ciência disso?

 

Sim, claro.

 

E suas origens, no Brejinho das Ametistas (distrito de Caetité)

 

Ali você já nasce garimpeiro. Desde menino eu trabalhava em garimpo. Ali , menino trabalha garimpando de dia e de noite estuda. Criança é uma coisa, menino é outra. Eu sou contra esse negócio de que menino não tem que trabalhar. Véi, hoje tem menino de 13 anos matando gente com um três oitão na cintura

 

Como resolver isto?

 

Os grandes bandidos, os bandidos profissionais já nascem assim e os políticos safados também são culpados, a política também é culpada. Só uma lei dura não resolve, tem muito moleque nas ruas. Por que não criar escola profissionalizante para eles?.

 

Como é que o senhor tem visto os costumes da juventude atual?

 

Tô muito espantado com estes procedimentos. Está ficando feio. Homem rebolando, de brinco… O homem hoje chega no salão e rebola mais que a mulher. Homem é homem, pô!

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6 Comments on “Em breve e exclusiva entrevista, Waldick Soriano defende nova teoria: “Homem é homem, pô!””

  1. #1
    on Jun 10th, 2008 at 2:49 pm

    < ![CDATA[Aos 75 anos, Waldick é a prova (viva!) das salutares práticas do heterossexualismo masculino.]]>

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  2. #2
    on Jun 10th, 2008 at 9:30 pm

    < ![CDATA[Faltou perguntar pro Waldick: E blog é coisa de homem?]]>

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  3. #3
    on Jun 11th, 2008 at 1:43 pm

    < ![CDATA[Quem quiser que fique pagando pau pra caetanos, seus novos e novíssimos baianos (ou não...) e pra essas "mudernagens" que acabaram com as convicções sobre ser macho ou fêmea. Essa onda do "povo do tipo tando mais dara como tomara", como bem definiu a aratuipense Dona Cassemira.

    Sou dos antigos baianos, simples e velho como o bom Waldick... Taliqual faminto, um burro... Porque como diz Marcondes Falcão, o intelecto e as suas minúncias criaram a emblemática questão: O homem inteligente dá ou dá por que é inteligente? Não me sinto apto a discursar em um nível assim... Me sinto sempre atrás de vocês, letrados frequentadores do sabido Franciel... Sou um jumento!]]>

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  4. #4
    on Jun 11th, 2008 at 2:49 pm

    < ![CDATA[Parece que os praticantes do heterossexualismo saudável são poucos nesta ingresia...]]>

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  5. #5
    on Jun 11th, 2008 at 10:48 pm

    < ![CDATA[É, Luís Mott, tirante o editor, que nunca deu sinais de ter derivado e é homem bem casado e bem posto na vida, os frequentadores deste blog se explicam demais...]]>

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  6. #6
    on Jun 16th, 2008 at 4:05 pm

    < ![CDATA[Waldick não citou a versão de Falcão, em inglês, "I'm not dog no". Pra mim, a melhor.]]>

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