Há cerca de uma década e 12 dias, deixei de praticar um de meus esportes favoritos: beber e discutir com Ruy - não necessariamente nesta ordem, mas pouco importa. O fato é que eram extremamente agradáveis os momentos em que apreciávamos aquela água benta que passarinho rejeita. Algumas vezes ainda contávamos com o auxílio luxuoso de André Setaro.
Lembro-me como se fosse anteontem. Enquanto eu e Ruy tratávamos de assuntos transcendentais, o crítico cinemástico permanecia impávido, com sua habitual mudez, pois não é homem de jogar conversa fora. Parecíamos personagens de Dezesseis Chopes, aquela excelente crônica do finado Luís Fernando Veríssimo (que deus o tenha).
Oh, que saudade da aurora da minha vida que os anos não trazem mais. Porém, não adianta lamentos sobre as canjebrinas derramadas e ingeridas. A verdade é que, por culpa de minha total imperícia para cativar (e cultivar) amizades, perdemos o contato. (Geografia, às vezes, é destino. Nasci bicho do mato. Não tem jeito). Recentemente, inclusive, ele me enviou um breve e-mail com esta constatação e um imerecido elogio por conta de uns rabiscos que escrevi. Ei-lo.
“Caro Franciel:
Faz tempo que não nos vemos, hem? Parabéns pelo seu artigo sobre o Joel Silveira. Você está escrevendo bem e com lucidez.
Um abraço,
Ruy”.
Depois disso, até tentamos, por uns parcos instantes, reabrir o diálogo. Em vão. Os traiçoeiros descaminhos virtuais provocaram nova interrupção.
Mas, quais os porquês de toda esta ladainha, cutuca-me aqui uma impaciente ouvinte. Seguinte, minha amiga que nos prestigia com o carinho da audiência: agora há pouco, li um artigo de Ruy no jornal A Tarde falando sobre a folia momesca e recordei-me das priscas eras relatadas nos parágrafos acima.
Ele continua jogando no bloco da saudade. Ruy é daqueles que parecem que já nasceram pretérito – o que não deixa de ser um elogio, pois na Bahia antiga, ao menos, existiam alguns que sabiam ler e escrever. Já este rouco locutor, prossegue desfilando na gloriosa agremiação “Meu tempo é hoje”. Inclusivelmente, logo mais despencarei para a avenida de camisa amarela, cantando a Florisbela, oi, a Florisbela…
Inobstante (recebam, sacanas, um inobstante pré-carnavalesco) estas divergências, continuo professando aquele surrado ensinamento de Beatrice Hall, biógrafa de Voltaire: “Ainda que não concorde com o que dizes, defenderei até a morte o direito de o dizeres”.
E cá, pra nós, Ruy sabe dizer muito bem. Portanto, ouçam-no.
Carnaval, Carnavais
RUY ESPINHEIRA FILHO
Guardo ainda bem guardada a serpentina… Será que ainda a guardo mesmo? Sim, com certeza, na memória. Alguém dirá, com um sorriso de menosprezo: “Ora, coisas do passado…”. E esse – ou essa – será alguém que nunca descobriu o óbvio: que o passado é a única coisa que realmente temos.
O presente é o que acabou de passar – e o futuro… Bem, é só uma possibilidade, um sonho.
Já o passado é território conquistado, que ninguém jamais poderá tirar de nós. E ainda possui uma virtude superior e única: não passa…
Mas por que estou tratando aqui de memória e passado? Porque costumo ser bem mais mnemônico quando é tempo de Carnaval. Carnaval assim, com letra maiúscula, pois sempre me foi algo muito sério, perturbando-me e encantandome desde a infância – o que faz de mim um folião de, pelo menos, umas cinco décadas e um lustro.
Poderá parecer muito tempo para alguns, mas eu não acho. Tudo aconteceu apenas ontem, ou anteontem, quando me fantasiavam de cigano, como prova uma fotografia colorida à mão. E desde então o Carnaval foi como um prolongamento daquela infância: perturbação, encanto, existência num mundo em que sou parceiro de Colombina, Pierrô e Arlequim, geralmente muito desconfiado de ser mesmo o próprio Pierrô, aquele que guarda para sempre, bem guardada, a serpentina…
Mas, lembrará um pragmático qualquer, o Carnaval de hoje é muito diferente. Sim, sem dúvida, em certos aspectos. A espontaneidade, por exemplo, foi substituída pela comercialização generalizada, um furioso negócio, que o digam os milionários dos trios elétricos. Pois é, aquela fobiquinha lírica de Dodô e Osmar acabou se transformando numa máquina de produzir dinheiro e barulho. Como, minha senhora? A senhora acha que o que ela produz é música? Bem, não vou discutir. Não se costuma dizer que o povo tem o governo que merece? Pois acho que tal assertiva pode também servir para a música…
Não cultivo a dúvida natalina de Machado de Assis: mudamos ambos, eu e o Carnaval. O Carnaval é o tsunami de agora – e o menino-cigano é um senhor já bem adentrado em anos.
Mas, entre a infância e hoje, vivi muitos e belíssimos Carnavais. Quando as ruas eram de todos.
Quando os fantasiados floriam pela cidade inteira. Quando a Lua andava tonta com o esplendor da Estrela d´Alva…
Sou, portanto, rico de Carnavais. E ainda carnavalesco, mesmo fora das ruas e praças, que já não me pertencem. O mais importante, porém, é que o Carnaval continua, outros foliões se esbaldam – e um dia recordarão saudosos o barulhão eletrônico de hoje… Enfim, a ordem é brincar. O Rei Momo (que deve ser mantido gordo, gordíssimo, a salvo das idéias esqueléticas de certos fraudadores do Carnaval) é o Primeiro e Único – e, folia após folia, sempre fará com que cada um de nós possa guardar para sempre a sua serpentina.






on Jan 31st, 2008 at 4:30 pm
Nunca pensei que o Carnaval provocaria em mim o mesmo que o Natal. É isso que a madureza traz. Nostalgia do Baile do Havaí, o mais esperado, pois tinha um ‘quê’ de liberação: meninos sem camisa e moças de barriga de fora.E os colarezinhos insinuantes… Tempo em que o Moderato e o cantil de vodka eram o auge da modernidade e da transgressão e em que fiz a passagem para a vida adulta (leia-se: a idade da culpa) depois que dei um beijo em um amigo sem nenhuma intenção de namorá-lo. Era uma época ‘atrasada’: eu tinha 17 anos e vocação pra santinha. O Ruy fez um lindo texto sobre o tempo e sobre os ‘livros’ de um único leitor que escreve em nossas cabeças .
Nunca pensei que o Carnaval provocaria em mim o mesmo que o Natal. É isso que a madureza traz. Nostalgia do Baile do Havaí, o mais esperado, pois tinha um ‘quê’ de liberação: meninos sem camisa e moças de barriga de fora.E os colarezinhos insinuantes… Tempo em que o Moderato e o cantil de vodka eram o auge da modernidade e da transgressão e em que fiz a passagem para a vida adulta (leia-se: a idade da culpa) depois que dei um beijo em um amigo sem nenhuma intenção de namorá-lo. Era uma época ‘atrasada’: eu tinha 17 anos e vocação pra santinha. O Ruy fez um lindo texto sobre o tempo e sobre os ‘livros’ de um único leitor que escreve em nossas cabeças .
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on Jan 31st, 2008 at 4:38 pm
Finado Veríssimo?
Ele é a única coisa que presta dos textos publicados em A TARDE!!
Gijó, acho que Veríssimo, às vezes, beira a genialidade. Escreve muito bem, é culto, bem humorado e, principalmente, é filho de Érico.
Porém, nos últimos tempos, tenho por ele a mesma sensação que sinto por João Ubaldo, de quem também gosto muito. Traduzindo: tá um pé no saco ler a maioria de suas crônicas, especialmente as políticas. E isso não é de hoje, é desde a época de FHC. Ubaldo faz o reverso da medalha com Lula, mas com o mesmo resultado horrível.
P.S E tirando Taço Franco e outros dois ou três, só sacaneio quem eu gosto.
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on Jan 31st, 2008 at 4:42 pm
E cada povo tem o poeta (desculpe pela má expressão) que merece…
Aí, eu quase concordo contigo. A única diferença é que acho que talvez a Bahia atual não mereça o lirismo poético de Ruy.]]>
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on Jan 31st, 2008 at 5:38 pm
Franciel,
seu texto está límpido, escrito com graça, espirituosidade, o que não é novidade. Graças pelo ‘luxuoso’, eu, um pé rapado, homem do mundo, mas é o caso de agradecer, pois conforta um ego tão maltratado pelos dissabores da existência.
Lembro que Ruy, quando diretor, sexta, saia para tomar cerveja. Fui com ele algumas vezes e, algumas, na cantina do velho Vovô, encontrávamos com vossa excelência. Um belo dia, sol claro, saimos do Vovô e fomos ao Colon onde Ruy e você ficaram a conversar muito sobre cultura (literatura e quejandos). Na saída, bêbado como uma jaca, Ruy não se lembrava mais onde tinha colocado o automóvel. Lembra deste episódio?
Profissional do copo, Ruy começava na sexta e parava no domingo. Não faz mais isso. Bebe apenas em ocasiões especiais, principalmente em lançamentos de livros. Ou quando de algum festejo lá pelas bandas veranistas do Litoral Norte, onde mora.
André Setaro - que desistiu de beber a pensar na sua saúde e na confusão do Carnaval, que inferniza.
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on Jan 31st, 2008 at 5:43 pm
Caro Franciel,
O Ingresia é a minha terapia. Encontra-se entre os meus favoritos para facilitar o acesso rápido. Você, um dos melhores jornalistas da última safra, e um dos poucos interessantes observadores da absurda vida cotidiana, tem no seu texto enxuto uma coisa que considero ‘conditio sine qua non’ para aquele que escreve: senso de humor. Sobre ser um um homem culto, que lê, o que é surpreendente nos tempos atuais, é sarcástico na medida certa, irônico, e nunca deixa escapar os fatos que entorpecem esta velha Bahia, tão miserável em termos culturais, ainda que, no pretérito, fosse um esplêndido lugar para se viver. Veja o caso do Carnaval, bem precisado pela prosa poética do amigo Ruy Espinheira Filho, que, com todo respeito, na sua bela crônica, foi, acho, muito condescendente com a folia atual, que considero uma desgraça, e, como moro perto do ‘miolo’ da festança, um verdadeiro inferno. Gostava muito do Carnaval antigo, quando podia ficar no Clube de Engenharia, na Praça da Piedade, a tomar, absorto, minha gelada em garrafa de 600ml.
Um grande abraço e, ia dizer, mas sei impossível, um feliz Carnaval - que pode tê-lo caso vá para um sítio, uma ilha, um lugar ermo.
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on Jan 31st, 2008 at 6:38 pm
Meu caro Setaro, com minha admiração e respeito, diga-me que lugar você pode indicar, neste imenso continente baiano, onde eu e minha amada companheira possamos ir sem que haja a existência de um rádio, um cd, um som, que não seja o carnaval do asa de águia ou coisa parecida.
Meu caro Franciel Diamantino (14,7%), você mais uma vez estava inspirado. Acho que o Xaréu lhe fez bem. E digo mais: vamos recriar a Bahia. Tem que ter um fato que transforme essa porra.
Ruy escreve um puta texto pra almas penadas no limbo da História e não conseguimos sair do plano do blá,blá, blá. Chico Science mandou ver no mangue, por que não, nós? Aproveita que o vespertino da tancredo tá sem rumo político pra abrir caminhos para o submundo da cultura soteropolitana. Socoroooooooo!!!!!!!!!
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on Jan 31st, 2008 at 7:38 pm
Enquanto isso e desafiando o coro dos contentes e do caminho certo do carnaval, estarei em companhia de uns doidos legais descendo a avenida sete atras do vozeirão de Lazzo. Tem uns negócios no Rio Vermelho, mas é muderno dimais pra mim, tem até curador. E eu só procuro curador depois da ressaca da Mudança do Garcia. E pra quem fica em casa, ventiladores e ar-condicionados operantes e a custo zero.
Bacci
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on Jan 31st, 2008 at 8:09 pm
Ainda bem que de vez em quando aparece um Ruy pra quebrar os Di Franco da vida, hein, meu velho Franci?
Aproveitando o embalo, só quero ver a reação de algumas estrelas diante do novo palanque oficial. Será que algum camaleão mudará de cor? O que dirão as rainhas donas de malhadas coxas e poderosas tetas? Lágrimas rolarão pelas faces dos órfãos do Baneb? E quais serão os adjetivos dos atuais protegidos endereçados ao novo imperador de semblante mezzo baiano, mezzo viking escocês? (On the rocks, of course!)
Vamos pois aos lê, lê, ôs de Bell e aos discursos de Brown que, de tão profundos, passam rente pela galera, batem nos tapumes, reverberam pelos becos úricos e somem por cima do camarote do ministro sem deixar vestígio.
Quanto a mim, embora sem ser mais menino, tampouco um beduíno com o ouvido de mercador, ainda miro meu olhar de lança na dança do meu amor. “Ai mina aperta a minha mão, alah meu only you…”
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on Jan 31st, 2008 at 8:45 pm
Franciel,
claro que cultivamos as nossas preferências e é ótimo que não haja unanimidades, mesmo sendo nós dois baianos. De minha parte, não vejo comparação entre as crônicas de João Ubaldo e as de Veríssimo, publicadas aqui em Salvador pelo mesmo jornal. Enxergo no escritor gaúcho uma lucidez e uma grandeza de espírito que não vejo em Ubaldo. Sobretudo quando se vai para o terreno dos argumentos. Ubaldo, ao falar de política, recorre ao velho cacoete intelectual de considerar inferior tudo o que não reflete o seu universo. Algo aliás recorrente na intelectualidade baiana. Veríssimo, por sua vez, além de ter domínio da escrita, costuma atingir, com a leveza lhe é própria, o cerne da questão em suas crônicas. Como no texto publicado nesta quinta sobre Kaká e Tom Cruise.
Bom. Aí, já é com você, João Ubaldo, as baleias e as pinaúnas
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on Jan 31st, 2008 at 9:07 pm
E ainda bem que você não gosta de Taço!!! hehehe.
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on Jan 31st, 2008 at 9:44 pm
Oi, Franciel, e eu sou igualzinha a você, bicho do mato de doer, de envergonhar. Mas o que doeu mais foi ler sobre esses encontros etílicos e lembrar que vou passar o Carnaval a seco, tomando antibióticos. Ai, dor!
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on Feb 1st, 2008 at 2:31 am
O carnaval é o cataclisma controlado da Bahia. Loucura tratada a remédio.
Só imagino como foi…
Parece-me ter vida própria, vivamos o que há, para contar-mos um dia, com alegria ou não.
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on Feb 1st, 2008 at 1:47 pm
Êêêêêêêêêêêêêê booooooooooiiii!!! (sussurrando pra não atrapalhar o Carnaval de vocês - afinal o gado está todo ligado no transe comercial, nem adianta aboiar nem na Carantonha, quem dirá no Vale Verde de Iuiú…)
De primeiro quero tirar o chapéu para o manuseio da língua pátria pelos comentantes, pelo citado e pelo blogueiro.
Tô guardando a minha serpentina pra hora dos alemão dos Estados Unidos cantarem na terça momesca de 2008:
“Eu vou enfiar mais um mala no céu da sua boca (que vai continuar a enfiar bala no céu de muita boca)
E aí?
Super Tuesday!
Super Tuesday!
Êêêêêêêêêêêêêê sssssssssssssssssss…
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on Feb 1st, 2008 at 2:29 pm
“Socoroooooooo!!!!!!!!!” (SIC)??
¿Que pasa canijah de moreré?
Cabecita de hielo, cabrón!
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on Feb 1st, 2008 at 3:01 pm
Não é a toa que a bravíisima Ingresia continua sendo o único blog da bahia autorizado pelo MKC. Olha só que textos bacanas, o do Diamantino (Diamantino?!) e o do Ruy.
A escrita limpa do Ruy não foi capaz, porém, de fazer-me um saudosista. Continuo achando o carnaval uma festa do balacobaco, colorida por cabrochas que são uns cromos, verdadeiras tetéias.
Nesse primeiro carnaval desde que voltei à Bahia não vejo a hora de ver o encontro dos Novos Baianos com o Dodô&Osmar na Praça Castro Alves. Depois de encontrar a galera no Clube de Engenharia, é claro.
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on Feb 1st, 2008 at 9:33 pm
Infelizmente tenho que concordar com Ruy. O que Carnaval já não é o meu. É por isso que estou aqui em Curita, distante de ser um dos 300 expectadores que lotam as gélidas arquibancadas daqui para ver as seis briosas escolas de sama locais. Agora, no que diz respeito ao passado, infelizmente, Ruy está equivocado: ele passa, sim, vai embora ou, no mínimo vai se escondendo e fantasiando nos desvãos da memória.
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on Feb 1st, 2008 at 11:32 pm
Tsk, tsk, Metido, so porque e’ amigo do espina.
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on Feb 5th, 2008 at 6:26 am
Franciel, meu velho, você viu a foto de Nizan Guanaes beijando a mão de Jaques Wagner que saiu na coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo? Valeu o Carnaval.
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on Feb 6th, 2008 at 7:33 pm
Saudoso de outros carnavais, Franciel? Console-se com as coisas que nunca mudam. O Taço, por exemplo. Fazendo o povo rir há mais de 30 anos! Saca só a pérola no título:
IMPRENSA BAIANA PERDE CENSO CRÍTICO E FAZ LOUVAÇÃO EXAGERADA DA FESTA
http://www.bahiaja.com.br/noticia.php?idNoticia=6469
Além da crítica à ética e aos interesses comerciais da imprensa baiana (será que ele exagerou na loló?), o cara escreve “censo crítico” no título e duas vezes no texto, que é um verdadeiro jogo dos sete erros.
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on Feb 7th, 2008 at 9:25 am
Canijah, meu velho… Sou obrigado a concordar com Dieguito El Pibe… Acho que vc está descuidando do remedinho. Por favor, volte a seguir à risca a prescrição médica!
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on Feb 7th, 2008 at 6:42 pm
Janjão, cêtá no limbo!
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on Feb 13th, 2008 at 9:25 pm
Totalmente excelente! rsrs
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on Mar 2nd, 2009 at 1:59 am
Parou de beber, foi? Então eu preciso ir mais vezes a Salvador. Faz já dez anos que não passo por aí…
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