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Uma Trilogia Raulseixista (Parte 1)

Esta gritaria dos seiscentos me desorientou. Agora, já não sei mais se os ensinamentos que desejo reproduzir estão em Mateus 14:6,8 ou em Isaías 25:12,13.

Não importa.

O fato é que tá na Bíblia: “Irmãos, não vos inquieteis, pois, com vossos pecados. Deus, generoso em sua imensa misericórdia, perdoa quase tudo. O único erro que o Criador não admite é a leitura semanal da Revista Veja“. Palavras da salvação.

Cristão ortodoxo, de rígida formação, sigo religiosamente as orientações acima. De quando em vez, entrego-me a alguns outros pecados, porém sempre nos limites estabelecidos pelo Nosso Senhor. Não me atrevo a desobediência fatal, a leitura da Revista dos Civitas. Ou melhor, não me atrevia.

Não é que o Satanás atentou e eu, com a vaga no céu praticamente garantida, fui desleixado: há cerca de um mês, depois de alguns entreveros com um conhecido sobre Raul Seixas, cometi a heresia: passei as vistas em uma matéria da referida sobre o referido.

Ó maldição! Olho para o céu e suplico: Perdoa-me, ó, pai!

Enquanto a piedade não chega, vejam abaixo porque diabos eu fui sujar meu cadastro junto ao Genitor Celestial.

Em mais uma de suas reportagens bombásticas, a Veja me surpreendeu. Pra pior. Muito pior do que eu pensava. A reportagem começa fazendo a seguinte revelação: “Entre 68 e 72 Raul era um compositor…(as reticências são de lá ele mesmo) brega“.

Mas, a marcha da insensatez prossegue. Logo em seguida o jornalista cretino (desculpe a redundância) larga mais esta. “Na CBS, o músico compôs hits para figuras tão obscuras quanto Waldir Serrão“.

Ora, ora, ora e ora. Me faça um caldo de cana contaminado. Só mesmo uma publicação demente, desinformada ou de má-fé (e talvez no caso os três adjetivos juntos) para se “surpreender” com tais fatos. Na verdade, a Revista pretende “desmistificar” Raul.

Quá, quará, quá quá, quem riu? Nem eu. Como diria Raulzito, “vê se eu güento uma zorra dessa“.

Porém, ai, porém, existe coisa muito pior na velha Bahia. E não são os fãs e outros bichos raulseixistas alucinados que despecam com seus violões rumo ao Cemitério da Saudade nos tradicionais 28 de junho e 21 de agosto. É algo bem mais tenebroso. Mas, este é o assunto do 2º Capítulo.

P.S Ah, sim. Quem quiser carimbar o passaporte para o inferno clique no linque da “matéria” da Veja. Ei-lo http://aorui.webhostme.com/raul_seixas/entrevistas/opasquim.htm

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5 Comments on “Uma Trilogia Raulseixista (Parte 1)”

  1. #1
    on Aug 4th, 2005 at 10:17 am

    < ![CDATA[Viva Irmã Dulce!]]>

    [Reply]

  2. #2
    on Aug 4th, 2005 at 11:53 am

    < ![CDATA[franci, nao ligue não (mas continue com sua trilogia).]]>

    [Reply]

  3. #3
    on Aug 4th, 2005 at 3:20 pm

    < ![CDATA[Caro Franci,

    Justamente por também ter lugar garantido no céu, abusei esta semana, da minha condição de querida do Pai e, igual a você, cometi a heresia de espiar a Veja. Por coincidência, percebi algo q você também o fez. A veja é uma revista realmente…..reticente. Esta edição a qual me refiro tem pelo menos quatro matérias com títulos recheados com os famosos pontinhos de ‘omissão intencional’….Não podia ser diferente….

    Alguns desses títulos:
    ‘O que jefferson disse………foi confirmado’.

    “O terror islâmico mata mais………islâmicos”.

    Totalmente excelente, não é?
    Certamente, um orgulho para muitos dos seus colegas de profissão. Afinal, a Veja é o espelho da alma, é o sonho de consumo, éo motivo de inspiração, de muitos deles…..

    Quanto a Raul,toca aí alguma coisa, enquanto seu delúbio não vem….

    Sem mais reticências,

    Ovandinho, seu eterno criado]]>

    [Reply]

  4. #4
    on Aug 4th, 2005 at 6:28 pm

    < ![CDATA[É né? então tá...]]>

    [Reply]

  5. #5
    on Aug 8th, 2005 at 12:28 am

    < ![CDATA[Beber vinho maravilha de são roque, não precisa de ....
    só de Raul. Toca o CARA!!!!!

    mocinha]]>

    [Reply]

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