…Porque hoje é Sábado. Este quase grito rouco de louvor e alegria que vocês acabaram de ouvir veio exatamente dele, J. Silvestre, sentado ali naquela última mesa no canto. Sim. Excepcionalmente, a budega abriu hoje. E, excepcionalmente, em homenagem ao maior clássico brasileiro, realizado há pouco na Fonte Nova (40 mil pessoas em uma tarde chuvosa de 2ª divisão), o proprietário trará para a mesa de debates alguns aspectos da história do plágio na teoria no futebol.
Comecemos abrindo aspas para a Folha de São Paulo (link para assinantes http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0306200502.htm) : “O único livro de Carlos Alberto Parreira “Evolução Tática e Estratégias de Jogo” é um plágio da obra “Soccer Tactics and Teamwork”, escrita há 32 anos por Charles Hughes, ex-funcionário do segundo escalão da Federação Inglesa“.
É vero. Os anglo-saxões sabem das coisas: reservaram a seu estrategista a função que deve caber aos teóricos do futebol – a obscuridade. Já em Pindorama, o “estudioso maior” ocupa exatamente o cargo mais importante da nação - técnico da Seleção Brasileira.
Porém, deixemos Parreira no lugar que ele merece, o esquecimento, e vamos à história de um plágio realmente relevante e que revolucionou as táticas e estratégias no futebol.
No início da década de 70, surgiu o futebol mágico e envolvente da Sociedade Esportiva de Irecê (SEI). Treinada pelo velho Cambuí, homem que mais conhecia as manhas das quatro linhas em todo o semi-árido, a agremiação não ganhava nenhum título. Fazia somente o essencial: promovia espetáculos.
Para conseguir tal proeza, Cambuí, primo do ponta-esquerda Dazo, repassava à sua equipe as seguintes recomendações: “Temos que jogar assim: abrindo e fechando igual a tesoura e subindo e descendo como o Elevador Lacerda“. Todos os domingos, estas orientações eram sempre seguidas à risca. O resultado? Uma verdadeira festa para os olhos dos sertanejos.
Agora, um longo parênteses para uma melhor compreensão da história deste plágio.
(Nesta época, alguns descendentes holandeses fugidos do Recife invadiram o Beco dos Paraibanos, em Irecê, ao lado do Estádio Municipal Antonio Otaviano, conhecido carinhosamente como Campão. Todos os domingos, os nórdicos se postavam bem próximos do vestiário da SEI para saber o que o treinador fazia para organizar a equipe ireceense daquela forma brilhante. Depois de muito tentar, enfim conseguiram ouvir a tal fórmula de Cambuí. E levaram-na para o seu país).
Parênteses fechado, o que aconteceu em seguida ? Em 1974, a Laranja Mecânica, comandada por Rinus Michel, encanta o mundo com o Carrossel Holandês, praticando o famoso futebol-total. Jongbloed; Suurbier, Rijsbergenhttp Haan e Krol; Jansen, Neeskens, Van Hanegem e Rep; Cruijff e Rensenbrink tornam-se motivo de orgulho para a humanidade e objeto de estudo de historiadores.
No entanto, o que estes historiadores não contaram, esta Ingresia, cumprindo mais uma vez seu dever de bem informar, acaba de fazer. Traz ao público, em um esforço de reportagem e com exclusividade, o nome do verdadeiro e único teórico do esporte brasileiro.
Os que amam o bom futebol têm uma dívida impagável para com o velho Cambuí da SEI. Esta é a verdade. Registre-se e publique-se.
Bendito seja o plágio holandês. O resto é plágio barato.






on Jun 5th, 2005 at 9:00 pm
< ![CDATA[Não entendi quem não entendeu. Tá tudo aí!!!Claro como dia claro. Evidente como todas as evidências!!!!!
El Niña]]>
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on Jun 5th, 2005 at 9:55 pm
< ![CDATA[O mundo, como o mudo, é simples. Dizem que tudo começou com o, como os aminoácidos. Tive o prazer de coabitar esta efêmera esfera com um, comum, sujeito que passou sem poder dizer do coração, como lá queria. Eis que, não mais que, surge um tal de Franciel, acho que encomendado pelo tal, aquele outro do bar de Pedim. Transforma em palavras como desejava o Irecê, mudo no mundo. Meu rei, não é pobrema vei.È um poblema velho. De fácil e ordinária solução, meu fish.]]>
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on Jun 6th, 2005 at 10:13 am
< ![CDATA[Dizem até, pepe de la dirrauma, que Rinus Michels passou uma temporada na Tertuliano Cambuí e não saia do bar de Pedim. Além do proveitoso estágio nas artes e manhas tático-estratégicas do futibó (como diria Tiririca Guimarães, pai), o falecido Michels levou de Irecê para os Países Baixos (vem desse intercâmbio, também, a denominação "Baixio de Irecê) o gosto por clássicos da MPB, como Carlos Alexandre, José Augusto e Odair José, entre outros. Infelizmente, Pedim faliu, Michels morreu e não ficou ninguém pra confirmar os fatos. Mas, jornalismo moderno é assim mesmo, basta a palavra do repórter.]]>
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on Jun 6th, 2005 at 4:55 pm
< ![CDATA[pepe de la dirrauma é herdeiro intelectual de Joãozinho Trepidação.]]>
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on Jun 6th, 2005 at 5:50 pm
< ![CDATA[eu acho é graça!]]>
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on Jun 9th, 2005 at 2:32 pm
< ![CDATA[El Niña,
eu também não entendi nada.
El Pepe,
mais uma informação futebolística.
o tal chegou a substituir Dazo na porta-esquerda do SEI.
Alberto,
você tem razão quanto à nomeclatura Baixio de Irecê. Vem exatamente de onde você falou.
Já em relação á história que relatei, além do repórter que voz aborrece, ainda existe Cambuizinho para comprová-la.
Gil,
tá liberado o riso aqui, mas não por muito tempo.]]>
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