O editor da Ingresia já pede: “Jacques, seja sucinto”. D´accord, conto já. Entre os depoentes, Araripe incluiu Alexandre, “porteiro de condomínio”. Abre aspas: “Atualmente há pessoas de coragem, que pegam uma história simples e transforma em um filme maduro, humano e divertido, capaz de emocionar muita gente; é o caso de José Araripe Jr., com sua ágil direção, ele faz uma alusão entre a cidade alta ser o paraíso e a cidade baixa ser o inferno para as duas protagonistas (…)”. Chega, coração! Fecha aspas!
Por enquanto, é só. Bom final de semana. Na segunda-feira retornarei com a análise acurada da rodada do Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão.
Agora, com vocês…
O cinema baiano voltou a me assustar. Nesta semana, Ludugéria interrompeu o ensaio da morte de Marat, que realizo todo dia aqui na banheira (onde também escrevo os artigos que me fazem ser Jacques Dupont). Trazia um maço de papéis. Pois bem! O diretor José Araripe, crème de la crème da sétima arte, enviou a amigos uma coletânea de opiniões sobre o seu mais recente filme, “Esses Moços”. Pas de mal. Um dos seus conhecidos poderia fazer a gentileza de enviá-las, só que, ai de nós!, a modéstia dominou as mãos do distinto cineasta. E as opiniões positivas chegaram até mim.
"Aí é pobrêma, véi"
Escrevo em negrito e itálico para que vocês tenham noção da gravidade da conjuntura e de que não estou pra graça. O plantão está muito, muito rigoroso. Sopa de tamanco, caco de vidro e pimenta do reino. A reunião de ontem do autoritário Conselho Editorial, que varou e rasgou a madrugada, foi conflito.
Não satisfeitos com - modéstia às favas - o meu espetacular desempenho, os mercenários conselheiristas decidiram que é preciso aumentar ainda mais o poder mercadológico deste impoluto órgão de comunicação. E, depois de muita ingresia e dança de rato, largaram esta: “Há um nicho sedento por notícias de moda, poesia, cinema, arquitetura e etc e etc e coisa e etc e tal. Você tem que sair do trinômio futebol, religião & política e tratar destes temas que emocionam uma parcela considerável dos consumidores e…”. Neste instante, interrompi, fiz aquele olhar de lagoa com pouca água e bradei as antológicas frases que sairam de minha boca e já entraram para a história: “Aí é póbrêma, véi. É pau viola. Valei-me meus culhões de Cristo!”.
No entanto, como sou um sujeito sensato, moderado, e, principalmente, que precisa do emprego, pensei ainda em arriscar uma concessão - falar sobre cinema. Mas, vem a notícia de que aquele documentário medonho de Anibal Massaini Neto, Pelé Eterno, ganhou um prêmio qualquer no Festival de Cannes. Oh, glória. Deus é pai!
Bom. Toda esta prosopopéia para informá-los de que às sextas-feira vocês ficarão na companhia do renomado colunista social francês Jacques Dupont, que falará deste, daquele e de outros tantos temas, digamos, sensíveis. Antes, porém, registre-se e publique-se que as opiniões do indigitado não são necessariamente as deste repórter. Aliás, o contrário é verdade.
Porém, quem não estiver satisfeito com as maldades do novo contratado pode se queixar ao bispo. Ou melhor, ao arcebispo primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella. O telefone da arquidiocese é (071) 3329-7239. Outras dúvidas, indagações, suposições, inquirições e reclamações podem ser feitas pelo e-mail jjacquesdupont@hotmail.com.
Jacques Dupont
Colunista se apresenta:
“Não sou irmão do Samuel Celestino. Não conheço Albergaria. E só aceitei escrever aqui porque o editor, Franciel, é francês até no nome. (Nota do Editor: se saia, monsieur!)
Dupont vai ao cinema
Outro dia, no momento em que eu cortava a unha, Ludugéria, secretária-do-lar, entrou histericamente na sala de banho: “Monsieur! Monsieur! Edgard Navarro disse que vai largar o cinema!”. Fiquei estupefacto! Todos sabem que isto motivaria uma comoção nacional - milhares de brasileiros pediriam: “Fica, Navarro. Fica, Navarro”. Visualizai, visualizai.
O nosso fidalgo se queixava do excesso de reconhecimento. Era um gênio compreendido, coisa que não dá futuro a ninguém.
Porém, o mundo se acalmou, ele decidiu ficar. Decerto dará alguns palavrões nas rodas intelectuais e todos voltarão a chamá-lo de gênio e transgressor.
Tudo bem? Não.
*******
Se o porteiro de Araripe continuar escrevendo, ai de mim!, em pouco tempo superará os críticos da Contracampo e do Cineinsite.
Nem o céu, nem o inferno. Quero dormir em paz na minha banheira”.






on May 20th, 2005 at 2:09 pm
< ![CDATA[Monsieur Dupont, por acaso és torcedor do Vitória?]]>
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on May 20th, 2005 at 2:23 pm
< ![CDATA[...sabe qual é o problema dessa ingresia ? muita expectativa e pouca ação; assim o governo o não cai não, Franciel ! a gente aqui, esperando para ver a tão prometida táubalascar, e "nim banda", como diz seu amigo BB, e nada ! primeiro, passa uma semana sem trabalhar no veículo; agora, inventa essa de ceder espaço para o mais cinematográfico dos capitalismos todos do mundo; francamente; Franciel, quando vc vai aprender que opinião [sobre cinema] é igual a pronúncia, cada um tem a sua ? nada contra o novo colunista, que é um bom rapaz, pelo que Sora me disse; mas e aquela coisa toda da "êta bahia velha sem governo ... e sem oposição" ? Franciel, Franciel, Franciel....se era para ser assim, ameno, tranquilo, então bem que vc poderia ter sugerido o texto daquele outro seu amigo, que sugere que é melhor especular sobre o ‘Homem-Piano’; confira:
tutty@nominimo.ibest.com.br]]>
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on May 20th, 2005 at 4:13 pm
< ![CDATA[Mas Brito, vc quer uma coisa mais Bahia sem governo, nem oposição que essa?
Como não diria Jacques, refrescar é preciso.
Abçs,
uma admiradora
PS - É tuty vasques que vai dar a rasteira, é?]]>
[Reply]
on May 23rd, 2005 at 11:27 am
< ![CDATA[Franciel
Depois de dias sem acessar este democrático ambiente, me vi surpresa com essa guerra virtual!!!
Eu só lhe digo uma coisa: eu não lhe digo é nada! Na minha terra, que eu saiba, não há a tradição do uso do cansanção, mas tem ‘pexera’ afiada pra cabra froxo!
E viva o Rock, Jaques Dupont e essa ingresia!!!
Carolina Gomes]]>
[Reply]
on May 23rd, 2005 at 11:41 pm
< ![CDATA[TEMPO BOM DA SILVA disse…
Tavenoaí? Esse negoço de pogressio é chave de cadeia… Viu o que dá o tal de brogui?! Tem gente agridino aqui neçe, no anterior também… Já metero a mãe no meio e as pôxa…
Vô logo avisano qui minha mãe tá in casa, arrumano gaveta…
Bom mermo era no tempo do bilête. Arranjava-si um cocada (o incarregado do leva-i-traiz) e pronto: “Pomo correio, voa dipressa, que essa carta vai pra o meu amôôô!”
Tempo bom…]]>
[Reply]
on Jun 2nd, 2005 at 12:00 pm
< ![CDATA[Anônimo,
sobre sua preferência futebolística, Monsieur Dupont informa o seguinte: “Mon grand-père foi presidente do Lens, Lille, France. Não tenho nada a
ver com este outro clube”.
Brito,
para apressar a queda do governo, a mudança editorial já está sendo providenciada.
Carol,
a tal guerra virtual só ocorreu porque voc~e se afastou desta budega. Portanto, não faça mais isto.
Tempo bom da Silva. Tempo bom era aquele mesmo.]]>
[Reply]